PERCEPÇÕES DISCENTES SOBRE A RELAÇÃO SER HUMANO E AMBIENTE EM UMA ESCOLA ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO

Autores

Palavras-chave:

Ensino de Ciências

Resumo

A Educação Ambiental (EA) exerce papel fundamental na formação dos indivíduos, ampliando o conhecimento sobre sustentabilidade e conservação do meio ambiente (POZZEBON et al., 2018). Trata-se de um processo contínuo e participativo que favorece uma visão crítica diante dos problemas ambientais, estimulando a compreensão das relações entre seres humanos, natureza e sociedade, bem como a construção de alternativas sustentáveis e mudanças de comportamento (MELLO, 2017). Nesse cenário, a escola constitui um espaço privilegiado para o exercício da cidadania, possibilitando aos alunos reconhecerem-se como integrantes do ambiente (SOUSA; FERNANDES, 2015). Assim, torna-se relevante investigar as percepções dos estudantes acerca da relação entre ser humano e ambiente.

Dessa problemática emergiu a indagação sobre quais seriam as concepções dos alunos do Ensino Médio em relação a essa temática, levantando-se a hipótese de que apresentariam uma visão globalizante em função dos projetos socioambientais já desenvolvidos na instituição. O estudo teve como objetivo analisar as percepções de estudantes do Ensino Médio de uma escola da rede estadual do Rio de Janeiro sobre a relação entre homem, ambiente e natureza, configurando-se como etapa inicial para a elaboração de ações educativas.

A pesquisa adotou abordagem qualitativa, valorizando a relação direta entre pesquisador e objeto de estudo, recurso essencial para compreender processos escolares, culturais, institucionais, de socialização e de transformação das práticas educativas (LÜDKE; ANDRÉ, 1986). Para a coleta dos dados foi utilizado um questionário composto por cinco questões, sendo duas abertas e três fechadas.

Os resultados evidenciaram que a maioria dos participantes apresentou uma visão globalizante do ambiente, reconhecendo a complexidade das interações entre ser humano e natureza, abrangendo dimensões sociais, políticas, econômicas e culturais. Os estudantes se perceberam como parte integrante do ambiente, ao mesmo tempo em que reconheceram o papel do ser humano como agente transformador e potencialmente degradador. Por outro lado, parte das respostas refletiu a perspectiva antropocêntrica, na qual a natureza foi concebida como recurso a serviço das necessidades humanas e o ser humano foi colocado em posição de superioridade frente aos demais seres.

Em síntese, os achados ressaltam a relevância da Educação Ambiental na formação dos estudantes, sobretudo na educação básica, reafirmando a escola como espaço estratégico para a reflexão e a prática socioambiental crítica. Nesse contexto, a EA se mostra essencial para a compreensão da crise ambiental contemporânea, incentivando o pensamento crítico, a participação social e o engajamento em transformações que visem à sustentabilidade.

Biografia do Autor

Patricia Julia de Almeida Rodrigues, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências, Ambiente e Sociedade na Universidade do Estado do Rio de Janeiro- Faculdade Formação de Professores 2024-2026. Bolsista da CAPES. Graduada em Ciências Biológicas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro- Faculdade Formação de Professores no polo de São Gonçalo (UERJ-FFP)2016-2023. ESTAGIÁRIA DO PROGRAMA DE INICIAÇÃO A DOCÊNCIA (PIBID)Estagio em uma instituição publica (Clelia Nanci) na qual atua com diversas atividades:- Acompanhamento e mediadora das turmas de ensino fundamental e médio. ESTAGIÁRIA VOLUNTARIA DO LABORATORIO DE ECOLOGIA DE MAMÍFEROS2017-2018 Atuou na área de ecologia, estudando a distribuição dos morcegos na Ilha Grande- Angra dos Reis. Experiência com captura, manuseio e marcação de mamíferos de pequeno porte. Experiência com trilhas. PARTICIPAÇÃO DO II SIMPÓSIO DA REDE PPBIO MATA ATLÂNTICA15 e 16 de dezembro de 2017. Apresentou um resumo sobre A ASSEMBLÉIA DE MORCEGOS DA ILHA GRANDEORGANIZAÇÃO DA XVI SEMANA DE BIOLOGIA DA UERJ-FFP 27 à 1 de dezembro de 2017. Participou da organização do evento incluindo proporcionando minicursos e cursos e conseguindo patrocinadores. PARTICIPAÇÃO DO PROJETO ENEM ATRAVÉS DO PIBID, NO INSTITUTO EDUCACIONAL CLÉLIA NANCI. Participou da organização e dei aulas de biologia para as turmas de 3 ano com conteúdos focados para o vestibular ENEM. PARTICIPAÇÃO DO RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA 2020-2022. Participou atuando como estagiária no ensino de ciências do colégio CAP-UERJ, promovendo atividades através da elaboração de um projeto individual.

Maria Cristina Ferreira dos Santos, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Professora Associada do Instituto de Aplicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - ERJ, onde leciona disciplinas na educação básica, na graduação no Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas e na pós-graduação. Docente permanente no Curso de Mestrado Profissional do Programa de Pós-Graduação em Ensino em Educação Básica do Instituto de Aplicação e do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências, Ambiente e Sociedade da Faculdade de Formação de Professores da UERJ. Atua como coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ensino em Educação Básica (2020 - 2025) e foi membro do Conselho Consultivo da Pró Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PR-2) da UERJ (07/2022- 02/2025). Desenvolve pesquisas com ênfase no ensino de Ciências e Biologia, currículo, formação docente, temáticas ambientais e práticas interdisciplinares. 

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Publicado

2026-01-23

Edição

Seção

Resumos expandidos