Investigação dos elementos que produzem experiências de imersividade no contexto das obras arquitetônicas de Tadao Ando e Mies van der Rohe

Autores

  • Luiz Carlos de Oliveira IFSP

Palavras-chave:

Fenomenologia; percepção; imersividade; Tadao Ando; Mies van der Rohe; luz natural; materialidade; experiência sensorial; espaço arquitetônico; Pallasmaa

Resumo

O estudo analisa como a arquitetura pode criar experiências sensoriais e imersivas, indo além da visão e envolvendo também tato, audição e percepção corporal. Baseado na fenomenologia de Pallasmaa, o trabalho critica o foco excessivo na visão (ocularcentrismo) e defende a arquitetura como uma experiência multissensorial.

A pesquisa compara obras de Tadao Ando e Mies van der Rohe, investigando elementos como luz, vazio, materialidade, som e relação com a natureza. Enquanto Ando cria espaços introspectivos e sensoriais — com uso de luz natural, concreto, água e silêncio —, Mies prioriza a clareza formal, transparência e continuidade espacial, resultando em uma experiência mais visual e racional.

A metodologia consistiu em uma análise comparativa do Pavilhão de Barcelona e da Igreja sobre a Água, utilizando categorias sensoriais (visão, tato, audição, etc.) para entender como cada obra afeta a percepção do usuário.

Conclui-se que a arquitetura é uma experiência vivida pelo corpo, e que elementos como luz, materiais e espaço são fundamentais para construir atmosferas imersivas, cada arquiteto fazendo isso de maneira distinta.

Arquivos adicionais

Publicado

2026-06-22