Investigação dos elementos que produzem experiências de imersividade no contexto das obras arquitetônicas de Tadao Ando e Mies van der Rohe
Palavras-chave:
Fenomenologia; percepção; imersividade; Tadao Ando; Mies van der Rohe; luz natural; materialidade; experiência sensorial; espaço arquitetônico; PallasmaaResumo
O estudo analisa como a arquitetura pode criar experiências sensoriais e imersivas, indo além da visão e envolvendo também tato, audição e percepção corporal. Baseado na fenomenologia de Pallasmaa, o trabalho critica o foco excessivo na visão (ocularcentrismo) e defende a arquitetura como uma experiência multissensorial.
A pesquisa compara obras de Tadao Ando e Mies van der Rohe, investigando elementos como luz, vazio, materialidade, som e relação com a natureza. Enquanto Ando cria espaços introspectivos e sensoriais — com uso de luz natural, concreto, água e silêncio —, Mies prioriza a clareza formal, transparência e continuidade espacial, resultando em uma experiência mais visual e racional.
A metodologia consistiu em uma análise comparativa do Pavilhão de Barcelona e da Igreja sobre a Água, utilizando categorias sensoriais (visão, tato, audição, etc.) para entender como cada obra afeta a percepção do usuário.
Conclui-se que a arquitetura é uma experiência vivida pelo corpo, e que elementos como luz, materiais e espaço são fundamentais para construir atmosferas imersivas, cada arquiteto fazendo isso de maneira distinta.