Desenvolvimento de plataforma web conteinerizada para criação de UDFBs no padrão O-PAS

Autores

Palavras-chave:

O-PAS, UDFB, ASP.NET Core, Docker, Conteinerização, APIs REST

Resumo

A automação industrial moderna exige ferramentas que combinem flexibilidade e interoperabilidade. Em resposta a essa demanda, o padrão O-PAS™ (Open Process Automation Standard) propõe uma arquitetura aberta, segura e modular (Qamsane et al., 2022). Central nessa estrutura estão os Blocos Funcionais Definidos pelo Usuário (User Defined Function Blocks - UDFBs), que encapsulam lógicas de controle personalizadas através de arquivos padronizados, como o NodeSet e o SourceCode AddData (The Open Group, 2023). Para desenvolver esses blocos, foi criada uma ferramenta denominada FBBuilder Desktop (Pantoni et al., 2024). A ferramenta recebe como entrada um texto estruturado em IEC 61131-3 (Structured Text), que já contém a lógica do bloco funcional em desenvolvimento. A partir disso, ela oferece mecanismos para transformar essa lógica em uma aplicação executável no padrão O-PAS. Na prática, o usuário define e organiza parâmetros (entradas, saídas e configurações), e a ferramenta faz o mapeamento automático desses elementos para uma estrutura compatível com OPC UA, permitindo que o bloco funcione dentro de uma arquitetura moderna de automação. Com isso, ela reduz o trabalho manual, garante padronização e facilita a integração da lógica desenvolvida com sistemas industriais reais. Embora funcional, essa versão do FBBuilder operava de forma centralizada, apresentando forte dependência do sistema operacional local, o que dificultava a manutenção, a escalabilidade e a colaboração entre múltiplos usuários. A dependência de bibliotecas instaladas na máquina limitava a portabilidade da solução e impunha barreiras à integração com fluxos de trabalho modernos de engenharia de software (Bernstein, 2014). Nesse contexto, a evolução para uma plataforma web, desenvolvida em C# com o framework .NET, representa um avanço significativo ao alinhar a ferramenta aos paradigmas atuais de aplicações distribuídas. A nova arquitetura desacopla a interface de usuário, o banco de dados MySQL e os serviços de engenharia, sendo todos executados em contêineres independentes, com o Nginx atuando como gateway de comunicação. Essa abordagem não apenas elimina dependências do sistema operacional, mas também favorece a escalabilidade, a portabilidade e a integração com ambientes modernos de desenvolvimento e implantação. 

Biografia do Autor

Eduardo Mossin Mossin, IFSP - Sertãozinho

Possui graduação em Engenharia de Computação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2003), mestrado em Engenharia Mecânica e doutorado em Engenharia Elétrica pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP). Desenvolveu tese de doutorado na área de Redes Neurais Artificiais aplicadas ao diagnóstico de protocolos de redes industriais. Atua nas áreas técnica, ética e educacional da Inteligência Artificial, com ênfase em redes neurais, visão computacional, mineração de dados, ética algorítmica, sistemas inteligentes e formação docente para uso crítico de tecnologias. É especialista em Educação a Distância, com experiência na elaboração e condução de cursos de curta duração EAD na área da computação.Atuou por dois anos como desenvolvedor de software para sistemas de telecomunicações na empresa Nortel Networks e por seis anos no desenvolvimento de sistemas de automação industrial na empresa Smar Equipamentos Industriais. Atualmente, é professor titular no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), Campus Sertãozinho. Neste campus, exerceu as funções de Diretor de Pesquisa e Inovação por quatro anos e de Diretor Geral entre 2017 e 2021. Atualmente ministra aulas no curso de Engenharia Elétrica nas disciplinas de programação, sistemas inteligentes e mineração de dados, com atuação também em orientação de projetos de pesquisa nas respectivas áreas. No Ensino Médio Integrado, é professor da disciplina Tecnologia áudio visual e corporeidades, que integra conteúdos da área de Artes e Informática.É docente permanente do Programa de Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT), onde desenvolve pesquisas voltadas ao uso de Inteligência Artificial na Educação, à formação de professores para a EPT, à gestão democrática, às memórias e histórias da EPT e à organização de espaços pedagógicos relacionados ao ensino, pesquisa e extensão. (Fonte: Currículo Lattes)

Rodrigo Pantoni, IFSP - Sertãozinho

Possui Bacharelado em Ciência da Computação (2000), Licenciatura em Matemática (2012), Mestrado em Engenharia Mecânica (2006) e Doutorado em Engenharia Elétrica e Computação (2012). Trabalhou 10 anos (2000 a 2010) na Smar Equipamentos Industriais no departamento de desenvolvimento eletrônico, onde desenvolvia ferramentas computacionais e protocolos de comunicação industriais para sistemas de automação industrial. É Professor Titular em regime de dedicação exclusiva (RDE) no IFSP (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo) - Campus Sertãozinho - SP, onde leciona no curso de Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica e no Mestrado ProfEPT. No IFSP atuou na gestão como Coordenador de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação (2013 a 2014) no Campus São João da Boa Vista, Coordenador do Curso Técnico em Informática para Internet (2013 a 2014) no Campus São João da Boa Vista e como Diretor de Ensino no IFSP (2017 a 2021) no Campus Sertãozinho. É credenciado como docente permanente no Programa de Pós-graduação Stricto Sensu Profissional em Educação Profissional e Tecnológica no IFSP, atuando na linha de pesquisa: Organização e Memórias dos Espaços Formais e Não Formais em EPT, nos temas de Gestão Democrática e Organização. Foi credenciado como docente colaborador no Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Ciência da Computação na Universidade Federal do ABC (UFABC), onde orientou alunos de mestrado e doutorado de 2014 a 2021. Está como coordenador do Centro de Pesquisa e Inovação em Computação Aplicada à Indústria (CEPICAI) do IFSP Campus Sertãozinho. Faz parte do Banco Nacional de Avaliadores do Sinaes (BASis) do MEC desde 2022, atuando como avaliador de Instituições e Cursos de nível Superior. Tem experiência na área de Ciência da Computação e Engenharias, com ênfase em Informática Industrial, atuando principalmente nos seguintes temas: Engenharia de Software, Análise e Projeto Orientado a Objetos, Banco de Dados, Redes de Comunicação Digital, Indústria 4.0, Internet das Coisas, Visão Computacional e Aprendizado de Máquina. Tem experiência com projetos de pesquisa e inovação em conjunto com a iniciativa privada nos setores de açúcar e etanol, nas modalidades Chamada CNPq-SETEC/MEC N 17/2014 - Apoio a Projetos Cooperativos de Pesquisa Aplicada e de Extensão Tecnológica do CNPq e APPDI - Acordo de Parceria para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação com contrapartida financeira com empresas privadas. É responsável pelo credenciamento do Campus Sertãozinho no Comitê da Área de Tecnologia da Informação - CATI do MCTI. (Fonte: Currículo Lattes)

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Publicado

2026-06-22